Na resposta que Jesus deu aos seus argüidores sobre qual o maior mandamento ele disse, "Amai a Deus..." (....).
Quero propor aqui uma discussão sincera e aberta sobre o que seria amar a Deus, pois, no decorrer de nossas vidas somos confrontados com esse mandamento. Seria no mínimo coerente se pudéssemos ter uma definição que nos desse o respaldo bíblico e prático de tal mandamento.
Olhando para a História da Igreja veremos que esse mandamento tomou formas diferentes, como por exemplo; por amor a Deus os cristãos padeceram no Coliseu Romano, também por amor a Deus muitos irmãos preferiram viver em monastérios, mas também por amor a Deus os Cristão do século 12 realizaram as Cruzadas, as quais foram responsáveis pelo assassinato de milhares de árabes. Da mesma forma, extremistas mulçumanos, por amor a seu deus (alá), provocam o medo e o terror no Oriente Médio de nossos dias.
Falar sobre o amor de Deus se torna bem desafiador quando somos confrontados com as atitudes daqueles que, em nome desse amor, praticam tudo que vai contra a essência do criador do amor. A interpretação do amor de Deus pode se tornar exatamente o oposto do que esse amor é, trazendo assim confusão sobre o caráter de quem o criou.
Jesus em seu ministério sempre surpreendeu as pessoas com seus atos de amor a Deus. Ele deixou bem claro que a expressão do seu amor a Deus era algo que foi gerado em obediência ao Pai. Jesus não era compreendido quando falava de amor a Deus, pois ele questionava os atos que eram praticados em nome desse amor. Atos esses inclusive que faziam parte da Lei. Não creio que Jesus questionava a Lei, mas ele questionava a forma que essa lei era interpretada, vivida e aplicada.
O apostolo Paulo diz que no final o que fica é a fé a esperança e o amor, e desses três o amor é o maior. Segue a pergunta; como o amor pode ser maior do que a fé? A resposta é uma questão de prioridade de criação. Deus teve que primeiro amar o homem para poder criá-lo. A fé vem depois como uma forma do homem perceber a existência de Deus. Por isso Paulo coloca que o amor é maior do que a fé. O amor foi criado primeiro, pois foi através desse amor que Deus amou o mundo.
Quero colocar três possibilidades em relação ao Amor de Deus:
1. Perceber o amor (Colossenses 1:16) Todas as vezes que olhamos sinceramente para o criador podemos perceber que ele ama suas criação. Pois ele deu ao homem tudo para que o homem fosse abençoado na sua existência. Seja o próprio dom da vida, a possibilidade de andarmos em comunidade, seja os recursos naturais e tudo quanto existe para benefício do homem.
2. Experimentar o amor de Deus As pessoas podem de uma forma ou outra experimentar esse amor de uma forma mais intensa. Isso pode acontecer através de uma experiência religiosa. Isso mesmo. Pessoas podem experimentar o amor de Deus através de outros que liberam porções desse amor no seu dia-a-dia. Isso possibilita que o amor do Pai possa ser literalmente experimentado, da mesma forma que alguém experimenta um doce ou uma fruta bem saborosa.
3. Vivenciar o Amor de Deus Aqui encontramos a forma mais intensa de perceber e experimentar o amor de Deus, pois aqui a percepção e a experiência se confundem com a vida de quem está vivenciando tal amor. Foi nesse contexto que Jesus expressou e recebeu o amor de Deus. Sua vida fazia parte desse amor e o amor de Deus fazia parte de sua vida.
Quando os homens tentam expressar o amor de Deus, sem tê-lo vivenciado, ai acontece as catástrofes religiosas. Quando alguém fica apenas na percepção, essa pessoa fica como que do lado de fora de um aquário tentando entender como é respirar debaixo d água. Quando alguém fica apenas com a experiência isso pode levar essa pessoa a ter outras experiências e ai a revelação fica misturada pelo empirismo moderno. Mas quando alguém ousa em vivenciar, ou ainda melhor, misturar sua vida com a essência de Deus, que é o Amor, ai sim, teremos alguém que vai conhecer a Deus e amá-lo mais do que as religiões, mais do que as suas ambições, mais do que as possibilidades de realização em nome de Deus.
Amar a Deus é deixar que Ele mesmo viva através de nossas vidas. Ë permitir a essência do criador ser manifesta em nossos membros, nossa mente, nosso espírito. Tal vivencia não pode se dar no âmbito do saber. Vou dar mais um exemplo; quando alguém come uma maça, essa pessoal não precisa necessariamente saber como se da todo o processo de digestão para ter certeza que está vivenciando o fato. Da mesma forma, muitos precisam apenas vivenciar o amor de Deus sem querer entender totalmente como se dá tal acontecimento. Muitos ficam como que em crise se perguntando; "Deus, eu não mereço", "Deus quero entender tal coisa", "Deus, se o Senhor não me revelar tal coisa eu não poderei continuar". Essa postura vem apenas mostrar que a vivencia do Amor de Deus vai alem do nosso entendimento. Isso deveria gerar gratidão na vida de um adorador. Gratidão por tão grande amor, que vai além do entendimento humano.
Se algum dia alguém te perguntar, "O que é o Amor de Deus?", será que você teria a coragem de dizer "O Amor de Deus é a minha vida". um Irmão em Cristo chamado Richard Wummburd, ficou preso por treze anos por causa do seu amor a Deus, certa vez um dos seus companheiros de cela perguntou-lhe, "Como é Jesus?", ele respondeu, "Jesus...Jesus é assim, igual a mim".
Que o Senhor possa nos dar a graça de vivenciar todo seu amor. Oro para que você não ame a religião evangélica mais do que a Deus. Um abraço.
Até a próxima
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Amar a Deus
Ola a todos hoje tive a ver na nrt este texto tocou me verdadeiramente.....
A vida é, muitas vezes, dura, momentosa, fatigante, impiedosa. Todos já sentimos o gosto amargo de acontecimentos desconcertantes e desagradáveis. Foram palavras sarcásticas proferidas por alguém; foram traições praticadas por pessoas queridas; foram ingratidões, calúnias, agressões; foram injustiças; foram instantes que nos fizeram desconfiar da presença Divina em nossa vida.
É verdade que tudo isso arrasa o nosso coração. E é verdade também que não podemos elevar as nossas mãos numa prece ao Alto, se em nosso íntimo nos sentimos insatisfeitos e revoltados pelo que acontece conosco.
Deus só escuta as palavras sinceras. É que os seus ouvidos só estão sintonizados na freqüência do amor, da verdade, das virtudes.
Precisamos examinar muito bem os motivos do nosso descontentamento para que possamos superá-lo, e só então afirmamos com honestidade que a Justiça Divina não se engana.
Cada pessoa trava sua guerra particular contra Deus. Nós estamos sempre O culpando por tudo o que acontece de errado em nossa vida. Tomamos Deus como se fosse a principal causa de nossa infelicidade. E ainda mentimos! Quando fazemos preces, dizemos que estamos gratos por tudo o que nos foi oferecido durante o dia. Quando, na verdade, na maior parte das vezes, rebelamo-nos, irritamo-nos, desconfiamos e blasfemamos, dando todas as provas possíveis de ingratidão!
Para sermos sinceros para com Deus, precisamos primeiro aprender a sermos sinceros para conosco.
Para Deus não é tão grave que O odiemos ou que queiramos lutar contra os Seus desígnios. Para Ele, o pior é que tentemos enganar a nós mesmos.
O homem que imagina estar odiando a Deus, está tão somente demonstrando a falta enorme que sente Dele. Porém, aquele que louva a Deus nos dias bons e o execra nos dias difíceis, é vítima de uma ilusão ainda mais terrível.
A fé não é um ornamento para ser ostentado nos dias de bonança. É sim um sustentáculo para os períodos escassos.
Se não estivermos inteiramente convencidos de que Deus é infinitamente Bom para conosco, e de que Ele deseja o nosso bem e a nossa felicidade, será impossível amá-Lo.
É preciso que não tenhamos receio de afirmar: “Seja feita a Tua vontade!”. Pois é fundamental que acreditemos que a vontade de Deus nos é sempre favorável.
Só assim O poderemos amar!
É duro admitir que somos imperfeitos e que Deus é perfeição total. E é ainda mais difícil reconhecer que cada erro e cada dor não é culpa de Deus.
Se é verdade que cada homem luta contra Deus, o místico é aquele que se deixou vencer por Ele. Porque feliz só é quem se deixa vencer por Deus.
O destino sublime de todas as criaturas é amar perfeitamente a Deus.
O amor a Deus pode se dar de maneiras diferentes na vida de cada pessoa. Ele pode se traduzir no amor do marido pela sua mulher; no amor devotado de um amigo para com outro; na dedicação pelos mais necessitados; no cuidado para com a natureza; no respeito para com os direitos dos semelhantes à vida, à dignidade e à liberdade de pensamento.
Todo amor, se for sincero e intenso, conduz a Deus. Porque Ele, que é Humilde e Paciente, espera que cada um O descubra espontaneamente na mais forte alegria do seu próprio coração...
Apenas no âmbito de nossos sentimentos mais autênticos podemos descobrir Deus. Por isso, não nos surpreendamos quando constatarmos um dia que, acima de tudo o que nos é mais querido, foi sempre a Deus que amamos mesmo sem saber...abraço a todos ficem bem
A vida é, muitas vezes, dura, momentosa, fatigante, impiedosa. Todos já sentimos o gosto amargo de acontecimentos desconcertantes e desagradáveis. Foram palavras sarcásticas proferidas por alguém; foram traições praticadas por pessoas queridas; foram ingratidões, calúnias, agressões; foram injustiças; foram instantes que nos fizeram desconfiar da presença Divina em nossa vida.
É verdade que tudo isso arrasa o nosso coração. E é verdade também que não podemos elevar as nossas mãos numa prece ao Alto, se em nosso íntimo nos sentimos insatisfeitos e revoltados pelo que acontece conosco.
Deus só escuta as palavras sinceras. É que os seus ouvidos só estão sintonizados na freqüência do amor, da verdade, das virtudes.
Precisamos examinar muito bem os motivos do nosso descontentamento para que possamos superá-lo, e só então afirmamos com honestidade que a Justiça Divina não se engana.
Cada pessoa trava sua guerra particular contra Deus. Nós estamos sempre O culpando por tudo o que acontece de errado em nossa vida. Tomamos Deus como se fosse a principal causa de nossa infelicidade. E ainda mentimos! Quando fazemos preces, dizemos que estamos gratos por tudo o que nos foi oferecido durante o dia. Quando, na verdade, na maior parte das vezes, rebelamo-nos, irritamo-nos, desconfiamos e blasfemamos, dando todas as provas possíveis de ingratidão!
Para sermos sinceros para com Deus, precisamos primeiro aprender a sermos sinceros para conosco.
Para Deus não é tão grave que O odiemos ou que queiramos lutar contra os Seus desígnios. Para Ele, o pior é que tentemos enganar a nós mesmos.
O homem que imagina estar odiando a Deus, está tão somente demonstrando a falta enorme que sente Dele. Porém, aquele que louva a Deus nos dias bons e o execra nos dias difíceis, é vítima de uma ilusão ainda mais terrível.
A fé não é um ornamento para ser ostentado nos dias de bonança. É sim um sustentáculo para os períodos escassos.
Se não estivermos inteiramente convencidos de que Deus é infinitamente Bom para conosco, e de que Ele deseja o nosso bem e a nossa felicidade, será impossível amá-Lo.
É preciso que não tenhamos receio de afirmar: “Seja feita a Tua vontade!”. Pois é fundamental que acreditemos que a vontade de Deus nos é sempre favorável.
Só assim O poderemos amar!
É duro admitir que somos imperfeitos e que Deus é perfeição total. E é ainda mais difícil reconhecer que cada erro e cada dor não é culpa de Deus.
Se é verdade que cada homem luta contra Deus, o místico é aquele que se deixou vencer por Ele. Porque feliz só é quem se deixa vencer por Deus.
O destino sublime de todas as criaturas é amar perfeitamente a Deus.
O amor a Deus pode se dar de maneiras diferentes na vida de cada pessoa. Ele pode se traduzir no amor do marido pela sua mulher; no amor devotado de um amigo para com outro; na dedicação pelos mais necessitados; no cuidado para com a natureza; no respeito para com os direitos dos semelhantes à vida, à dignidade e à liberdade de pensamento.
Todo amor, se for sincero e intenso, conduz a Deus. Porque Ele, que é Humilde e Paciente, espera que cada um O descubra espontaneamente na mais forte alegria do seu próprio coração...
Apenas no âmbito de nossos sentimentos mais autênticos podemos descobrir Deus. Por isso, não nos surpreendamos quando constatarmos um dia que, acima de tudo o que nos é mais querido, foi sempre a Deus que amamos mesmo sem saber...abraço a todos ficem bem
domingo, 11 de outubro de 2009
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